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Recordando as Garantias da Linha Amarela para Odivelas pelo Presidente Hugo Martins

Em 2018, na Sessão da Assembleia Municipal de Odivelas de 19 de Julho, o Presidente Hugo Martins dava todas as garantias sobre a manutenção da Linha Amarela e nessa altura até leu a carta do Sr. Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

O Presidente Hugo Martins lê a carta do ministro do Ambiente Eng. João Pedro Matos Fernandes

Lisboa, 17 de Julho de 2018

Sr. Presidente

No seguimento da nossa anterior conversa, venho confirmar que a construção da linha circular, não desligará a linha amarela do conjunto do sistema do metro e confirmar a sua integração física e operacional na futura linha circular.

Começo por abordar a razão da construção da linha circular. A forma que tem hoje a rede de metro de Lisboa, não só não permite concentrar a operação onde a procura é maior e mais contínua ao longo do dia como inibe até a sua expansão.

A linha circular construída no centro do sistema e “amarrada” aos principais acessos à cidade contrariará as fragilidades descritas e melhorará a forma muito expressiva de toda a rede de metro. Mais oferta, mais frequências, de que serão beneficiários todos os seus utentes.

Os números que contabilizam a expectativa do aumento de viagens e de redução de intervalos de tempo entre composições são já do domínio público.

Este propósito de construção da linha circular que beneficiando todos e entre estes os Munícipes de Odivelas, dos quais 40% já fazem transbordo no Campo Grande, não inibe a possibilidade da entrada direta das composições vindas de Odivelas na futura linha circular tal como sempre fomos afirmando ao longo deste processo.

Particularmente nas horas de ponta da manhã e final da tarde, essa ligação direta continuará a suceder quando a linha circular entrar em operação ficando até aberta a possibilidade de com o tempo se produzirem os ajustes necessários de acordo com a capacidade da operação e os hábitos dos utentes do metro.

Percebemos ainda, que a divulgação, em normal consulta pública do estudo de impacto ambiental, o qual havia sido submetido à Agência Portuguesa do Ambiente antes da nossa conversa, possa suscitar algum pior entendimento da garantia por mim assumida perante o Sr. Presidente.

Para que não fiquem dúvidas permito-me transcrever dois parágrafos da resposta entretanto enviada à Agência Portuguesa do Ambiente, aquando dos pedidos de esclarecimento, e cito:

– Não obstante apesar do projeto incluir a construção de dois novos viadutos na zona do Campo Grande, para ligar os troços: Cidade Universitária – Campo Grande, Alvalade e Telheiras – Campo Grande – Quinta das Conchas, os viadutos existentes não serão desativados, os comboios com origem em Odivelas poderão continuar com a ligação direta ao eixo central de Lisboa, assim como as que vêm de Telheiras poderão continuar com a ligação direta à Av. Almirante Reis caso se venha a justificar essa alteração.

Este facto é referido no resumo não-técnico do Estudo de Impacto Ambiental página 42, parágrafo 2. Ainda no resumo não-técnico, página 44, parágrafo 13, é de novo citado que, volto a citar:

– Não é demais voltar a referir que nas alterações no nó do Campo Grande, não será eliminada a possibilidade das operações das linhas verde e amarela.

Com os meus melhores cumprimentos e estima pessoal do Ministro do Ambiente

João Pedro Matos Fernandes

 


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