CDS Odivelas condena o excesso de linguagem do Executivo Municipal contra o Exército devido ao Mosteiro de Odivelas

“O CDS Odivelas condena veementemente as declarações proferidas pelo Vereador Paulo César Teixeira (PS) e pela Vereadora Ana Isabel Gomes (PSD) na reunião da Câmara Municipal de Odivelas de 20 de Fevereiro de 2019 durante a qual acusaram o Exército Português de “pilhar o Instituto de Odivelas” após a sua extinção, tendo o Executivo Muncipal encontrado o Mosteiro de Odivelas “completamente vazio” aquando da posse da CM Odivelas após a assinatura do Auto de Cedência do Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo de Odivelas no passado dia 14 de Janeiro de 2019, quando na verdade os referidos Vereadores em tempo algum manifestaram a sua oposição ao conteúdo do referido contrato tendo o mesmo sido aprovado na 1ª Reunião Extraordinária de 2018 da Câmara Municipal de Odivelas de 8 de Fevereiro de 2018.

Naturalmente, o CDS Odivelas não poderia deixar passar incólumes estas declarações que ferem o bom nome e a dignidade de uma instituição militar com quatro séculos de existência e de um enorme prestígio como é o Exército Português, ramo das Forças Armadas a quem o regime democrático vigente em Portugal muito deve. Muito honra o CDS Odivelas ter sido o único Partido Político em Odivelas, que após estas acusações que consideramos desajustadas e impróprias de Vereadores de um Executivo Municipal, a defender publicamente o bom nome da instituição Exército Português através da intervenção do Presidente do CDS Odivelas, João Pedro Galhofo, na Assembleia Municipal de Odivelas do passado dia 7 de Março, em reposição da verdade, dado que este ramo das Forças Armadas respondeu liminarmente que “no processo de integração do Instituto de Odivelas no Colégio Militar foram identificados os materiais e equipamentos que se encontravam à responsabilidade do Instituto de Odivelas; esses materiais e equipamentos com utilidade para a vida escolar e administrativa foram distribuídos por diversas unidades militares e outras entidades públicas com vista à sua utilidade em prol da comunidade.” E que “Os Estabelecimentos Militares de Ensino, em particular o Colégio Militar, ficaram na posse de material com valor museológico alusivo à memória histórica do IO, destinado a eventual memória do IO a edificar em espaço a definir.” O CDS Odivelas sabe que o Exército Português elaborou um inventário de todo o espólio do antigo IO, no qual elenca e descreve todo o mobiliário e peças museológicas presentes no interior do Colégio, à data da sua extinção, tendo entregue o referido documento inventariado ao Departamento de Cultura e Turismo da CM Odivelas, sob a tutela do Vice- presidente Edgar Saldanha Valles, que detém os referidos pelouros.

Resumindo, depois de ter preservado exemplarmente todo o espólio do Instituto de Odivelas durante 115 anos, o Exército Portugês viu-se na contingência de responder a quem o acusou de ter “pilhado” o espólio do antigo IO, quando na verdade ao abrigo do Auto de Cedência do Mosteiro de Odivelas assinado a 14 de Janeiro de 2019 nunca esteve prevista a cedência de outros bens que não o próprio imóvel “Prédio Militar 1 / Odivelas – Convento ou Instituto de Odivelas, pelo período de 50 anos, (…) com vista à sua requalificação, conservação e adaptação adequada à instalação de serviços municipais e outros de utilidade pública.” Em tempo algum, a Câmara Municipal de Odivelas demonstrou interesse, pelo que está plasmado no Auto de Cedência do Mosteiro de Odivelas, em ficar durante igual período (50 anos) como cessionária do espólio museológico pertencente ao antigo Instituto de Odivelas, pelo que não deixa ser contraproducente que agora venha o Presidente da CM Odivelas declarar que “sinto essa indignação, essa revolta” com a cedência de um espaço vazio e que os Vereadores em questão venham acusar o próprio Exército de ter “pilhado o Instituto de Odivelas!”


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