Alunos, pais e professores fazem cordão humano e “Marcha contra o Amianto” na Portela em Loures

Protesto parte de organização conjunta entre grupo de alunos “ESPeloClima”, professores do Agrupamento de Escolas de Portela e Moscavide e Movimento Escolas Sem Amianto e vai cortar o trânsito em três avenidas daquela freguesia, às portas de Lisboa. Objetivo é exigir remoção imediata e total do amianto das escolas.

Centenas de alunos, pais e professores do Agrupamento de Escolas de Portela e Moscavide, no concelho de Loures, vão efetuar, no próximo dia 10 de outubro, uma “Marcha contra o Amianto”. O protesto tem início às 08h50, à porta das duas escolas – que são contíguas – e vai obrigar ao corte de trânsito em três avenidas da freguesia de Moscavide e Portela, às portas de Lisboa, culminando num cordão humano, que vai rodear por completo o Centro Comercial da Portela.

A iniciativa partiu do “ESPeloClima” – um grupo de alunos que tem como objetivo combater as alterações climáticas e preservar o meio ambiente e o planeta -, em parceria com os professores de ambas as escolas e com o Movimento Escolas Sem Amianto, um movimento reivindicativo de pais, professores, diretores, encarregados de educação e antigos alunos que exige a remoção do amianto de todos os estabelecimentos escolares.

A ideia é chamar a atenção para os inúmeros materiais contendo amianto existentes nas escolas EB 2,3 Gaspar Correia e Secundária da Portela e alertar para a sua remoção urgente.

Segundo Afonso Gageiro, aluno do 11º ano da Escola Secundária da Portela e um dos fundadores do grupo “ESPeloClima”, esta marcha pretende “alertar para a necessidade urgente da remoção do amianto da nossa escola e de todas as outras que ainda contêm este material tão perigoso para a saúde de alunos, professores e funcionários”.

Recorde-se que a Escola Secundária da Portela foi palco, no passado dia 10 de setembro, de uma conferência sobre “Amianto na Escola Pública”, que reuniu mais de 200 pessoas e contou com um debate com deputados de vários dos partidos com assento parlamentar.

“Enquanto professores, só temos de ficar orgulhosos destas iniciativas dos nossos alunos, que têm hoje uma consciência cívica e um sentido de comunidade como não vimos noutras gerações”, avança Pedro Pires, um dos professores da Escola Secundária da Portela que apadrinha o projeto.

Para André Julião, encarregado de educação e coordenador do Movimento Escolas Sem Amianto, “esta é uma prova inequívoca de que a comunidade escolar está unida em torno deste tema e que não o vai deixar cair até que o próximo ministro da Educação se digne encarar este problema com a seriedade que exige e não com o desleixo e a leviandade com que os seus antecessores o têm feito”.

Além desta iniciativa, está também prevista uma reflexão e debate nas várias turmas do ensino secundário daquele agrupamento no dia 11 de outubro, sendo que outras iniciativas se seguirão até que o amianto deixe de ser um problema nestas escolas.

Movimento Escolas Sem Amianto

André Julião


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