De por os cabelos em pé à concorrência

Elegante, chassis e interiores incensuráveis, motor de dois litros com 122 e 184 cavalos, hibrido, com transmissão manual ou automática e tracção dianteira ou 4×4. O Mazda CX-30 vai deixar literalmente ‘os cabelos em pé à concorrência. O novo SUV da marca japonesa apresenta-se num patamar alto e bastante competitivo, ultrapassando dezenas de concorrentes de uma só vez. Na Europa – exceptuando Portugal e a Grécia – este é um premium destinado à classe média e na tendência hibrida. Dentro, tem tudo o que possamos imaginar e com uma qualidade irrepreensível.

Ao primeiro contacto não há defeitos ou erros circunstanciais a anotar. A evolução do desenho Kodo é prescindir do desnecessário e fazer bem feito o que um condutor moderno e desperto para as questões ambientais entende como sendo o estritamente essencial. Abunda a pele, os luxos da electrónica e da domótica. Acima de tudo, percebe-se a intervenção da mestria Takumi. A Mazda está de parabéns: Apostou criar um novo crossover de gama alta (utilizando um chassis que variou do CX-5, mais maneirinho – que também se encontra adaptado para o novo série 3 -, com um motor atmosférico de 2,0 litros com a componente auxiliar hibrida a debitar uma potência de 122 cavalos que chega perfeitamente para qualquer condutor prevaricar, fazendo o gosto ao pé e sentir mesmo alguma adrenalina. A marca japonesa oferece ainda uma possibilidade mais musculada com 184 cavalos. Em ambas, encontramos as opções com tracção dianteira ou integral, e transmissão por caixa de 6 marchas automática ou manual (neste último caso, só é possível porque se trata de um modelo hibrido que funciona sempre com o motor de combustão associado).

E o que dizer, concluídos algumas dezenas de quilómetros?: Que a qualidade da caixa de velocidades manual nos deixa indecisos na escolha… Mas porventura pela competência do chassis que se mostra quase virtuoso; que nos autoriza a cometer alguns erros; que permite condução menos defensiva – por vezes agressiva – a que somos impulsionados ao volante do Alfa Romeo Stelvio, concorrente do CX-5

O Mazda CX-30 só encontra um concorrente de peso, muito pela motorização e pelo sistema hibrido que utiliza, o Lexus UX. Mas mesmo assim apenas nas versões FSport e Luxury. Para os consumidores esclarecidos, as marcas europeias vão ter de correr atrás do prejuízo. A Mazda ganha a primeira mão da eliminatória. Por exemplo, o Jaguar E-Pace que se propunha envergonhar a concorrência é claramente ultrapassado, enquanto os “premiu” alemães para se aproximarem do Mazda nos obrigam a comprar quase a totalidade da lista de opcionais.

E poderá perguntar-se: o que mais sensibiliza nos primeiros quilómetros? A qualidade de construção e as características de um verdadeiro compacto; o chassis; as linhas fluídas laterais e a beleza geral exterior; a consola central interior e a instrumentação toda digital mas a manter-nos no mundo analógico de um desportivo.

Em Espanha, o CX-30 poderá custar entre os 27.575 euros e os 34.500 euros, enquanto em Portugal se anuncia uma versão base de lançamento por 27.650 euros, claro está que sem quaisquer luxos. Depois, o universo CX 30 começa a partir dos 31.440 euros, mas se formos um pouco mais ambiciosos – mesmo considerando as versões a diesel de 1,8 litros – facilmente se ultrapassa os 41.000 euros. A marca compromete-se a um esforço maior no mercado português para poder tornar-se competitiva.

A moda que veio para ficar

A moda dos SUV ou dos Crossover está para ficar. Não há construtor que se preze que não tenha um ou mais modelos e com versões cada vez mais inspiradoras que têm o condão em afastar os consumidores dos automóveis – berlinas, leia-se – para esta classe ou segmento.

Existem para todos os gostos, pequenos, médios, e grandes, com as mais variadas motorizações, algumas quase disparatadas que tornam as propostas SUV em verdadeiros veículos de corrida a ombrear com os melhores super desportivos com 400 e mais cavalos de potência, havendo mesmo dois modelos que ultrapassam a fasquia do 700 cavalos.

Depois temos as marcas que apostam acima de tudo na qualidade, novas tecnologias e em motores mais moderados e amigo do ambiente, mantendo a equidistância das modas do marketing político, da extemporânea mania dos automóveis eléctricos. O Mazda CX 30 Hibrido é um dos exemplos disso e dos mais bem conseguidos. – por José Maria Pignatelli


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Jose Maria Pignatelli - jmpignateli@gmail.com
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