Intervenção no XIV Congresso da CGTP que Não Foi Permitida Apresentar

Intervenção no XIV Congresso da CGTP  de Paulo Gonçalves – Dirigente do SNTCT e do CN da CGTP que Não Foi permitido apresentar.

Camaradas

Saúdo o XIV congresso da CGTP e o seus 50 anos de vida de resistência, luta e intervenção ao serviço dos trabalhadores e trabalhadoras, que permitiu vencer muitas lutas contra o capital.

As mudanças que o capital está a impôr, precisa de uma CGTP mais forte e que não pode nem deve dispensar ninguém nesta luta global, de ofensiva do patronato que quer introduzir um sistema de exploração e precariedade, com a consequente desregulação dos direitos laborais e sociais.

É necessário neste novo quadro politico uma maior convergência e unidade dentro da CGTP. O setarismo é o oposto à unidade. A falta de democracia interna não pode continuar a excluir a sensibilidade sindical Bloquista da Comissão Executiva da CGTP.

A luta por um estado social, com direitos e uma segurança social mais eficaz, ter que levar à convergência de todos e todas. O capital e o patronato com o apoio do governo não podem continuar negar o direito à contratação colectiva, ao aumento real do salarios, às 35h semanais também no privado, regular o trabalho por turnos, entre outras matérias sensiveis para os trabalhadores e trabalhadoras.

Mas a luta contra o capital e mais global e nesse sentido temos que lutar contra as privatizações ruinosas para os trabalhadores e para o País, pondo em causa o estado de direito e democrático.

Empresas como a ANA, EDP, REN, TAP, CTT e outras empresas estratégicas para a economia nacional devem voltar para a esfera pública, de onde nunca deviam ter saído.

No caso particular dos CTT, em cinco anos, o serviço postal piorou radicalmente. Até novembro de 2018, encerraram 69 estações de Correio e, segundo a ANACOM (10/01/2019), “subiu para 33 os concelhos em Portugal que já não têm estações de correios” sendo expectável que o número suba para 48 no curto prazo, o que significa que 15,6% do número total de concelhos, onde residem mais de 411 mil habitantes, ficarão sem uma estação de correios.”, privando o povo de um serviço publico de correio com a conivência da ANACOM e do GOVERNO.

Ergue-se assim um novo banco comercial privado, que funciona em instalações dos correios, com trabalhadores dos correios, com custos de funcionamento pagos pelos CTT, num inaudito processo de vampirização empresarial promovido pelo governo, Banco de Portugal, Autoridade da Concorrência e ACT promovem.

Os postos de correio, que constituem uma obrigação contratual, as reclamações aumentaram, bem como os extravios, falhas de distribuição e mau atendimento. Tudo violações grosseiras do Contrato de Concessão que termina a 31 de dezembro de 2020 e que só poderá ser travado se o Estado tomar conta de todo o grupo CTT.

Este não pode ser o caminho das empresas que tem a obrigação da prestação de um serviço publico de qualidade. nesse sentido a luta tem que continuar nas empresas e na rua!

VIVA O XIV COMGRESSO DA CGTP

VIVA OS TRABALHADORES E TRABALHADORAS

A LUTA CONTINUA!

Paulo Gonçalves – Dirigente do SNTCT e do CN da CGTP

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