A pandemia

Não se deu importância ao Coronavírus ao primeiro sinal de perigo. A comunidade internacional não considerou servir-se da elegância da diplomacia acordando isolar a China.

No Mundo, o coronavírus já matou 7.162 pessoas e existem já 182.468 infectados. Já foram recuperados 78.289 casos. São dados actualizados às zero horas de hoje (dia 17 de Março) e fornecidos pela Universidade John Hopkins em parceria com a OMS e difundidos globalmente através da BBC.

A pandemia do Coronavirus – surgida em Dezembro (?) na província de Hubei, no centro da China, e que afecta mais de cem países e territórios – persiste ainda como uma incógnita do ponto de vista científico. Para uns é como que uma espécie de nova gripe ou pneumónica. Outros entendem-no como um vírus imutável ou simplesmente sintéctico, da era contemporânea, criado em laboratório, integrado no paradigma da teoria da conspiração nascida do pós-II Grande Guerra e enraizada em parte significativa da sociedade global, encerrado o período da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, precisamente com o desmembramento desta última união de Estados.

Procurando a simplicidade, atente-se que uma pandemia é um termo qualitativo, ou seja utilizado para designar uma epidemia que ultrapassou as fronteiras do país ou região onde se iniciou. Não é um termo quantitativo, isto é não determinará, por si só, um cem número impreciso de vítimas encorajador de temor globalizado.

Vírus VS bactérias

O Coronavírus é como todos os outros vírus: Um microrganismo acelular infeccioso, invisível ao microscópio óptico, constituído por uma ou várias moléculas de ácido nucleico (A.R.N. ou A.D.N.) inserido num invólucro proteiforme. O Coronavírus não é uma bactéria ou micróbio unicelulares em forma de bacilos, cocos ou espirilo, sem membrana nuclear. Ambos – vírus ou bactérias – causam doenças, por vezes fatais, mas são completamente diferentes biologicamente. As bactérias são organismos vivos. Os vírus não passam de partículas infecciosas. Três outros denominadores comuns: São invisíveis a olho nu, multiplicam-se rapidamente em um curto período de tempo e podem causar doenças.

Assim temos:

As bactérias são organismos compostos por uma única célula. É um genoma com estruturas celulares que produzem proteínas. Possuem um metabolismo próprio e multiplicam-se ao dividirem-se e muitas vezes não são prejudiciais. Antes pelo contrário, podem ser vitais para a saúde humana, como por exemplo as que compõem a flora intestinal e auxiliam na digestão.

Entre as doenças mais graves provocadas por bactérias temos a tuberculose, cólera, tétano e difteria.

Os vírus são partículas infeciosas, portanto não são células e podem multiplicar-se apenas com ajuda externa. Ou seja basta infiltrar o seu material genético em células de outros seres vivos para que o vírus se reproduza e consequentemente libertar as tais partículas infecciosas. Cada vírus possui uma célula hospedeira específica. Uns agridem plantas, outros animais e humanos. E também existem os que apenas atacam bactérias e fungos.

É por isto, que uma maioria da classe científica não considera os vírus de seres vivos. Entre as doenças mais graves causadas por vírus destacam-se as gripes (que desde o início do século matam cerca de 350.000 pessoas por ano em todo o Mundo), a hepatite, o dengue, a SIDA (AIDS), o sarampo e o ébola.

Só 5% dos casos de coronavírus são graves

80% dos casos são leves

Coronavírus baptizado de covid-19, provoca uma infecção respiratória que começa com sintomas como febre e tosse seca e, ao fim de uma semana, pode provocar falta de ar. Cerca de 80% dos casos são leves, e 5%, graves ou muito graves.

Mas há mais bactérias que vírus infeciosos. Em tamanho os vírus são menores do que bactérias: Na sua maioria, as bactérias têm um tamanho de 0,001 milímetro, enquanto os vírus chegam a um centésimo dessa medida no máximo.

O COVID-19 – designação atribuída ao coronavírus pela pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – apresenta sintomas muito similares aos da gripe comum, como febre, tosse e problemas respiratórios, embora haja pacientes que se tenham queixado de outras sintomatologia.

Um relatório publicado na revista ‘The New England Journal of Medicin’, depois da recolha de amostras em mais de 1000 pacientes (concretamente 1.099) hospitalizados em 30 províncias da China, indica que os sintomas se apresentam com a seguinte escala descendente: febre em 89%, tosse em 68%, fadiga em 38%, produção de saliva em 34, dificuldade respiratória em 19%, dor muscular em 15%, dor de cabeça e de garganta em 14%, calafrios em 11,5%, náuseas ou vómitos em 5%, congestão nasal em 5%. Foram detectadas diarreias em cerca de 4% dos pacientes analisados e expectoração de sangue e conjuntivite em 1%.

Medicamentos e vacinas

Antibióticos agem somente contra bactérias. Como vírus não vivem, não é possível matá-los. Contra eles há somente antivirais ou vacinas, que inibem a multiplicação dessas partículas ao impedir que eles alcancem as células hospedeiras.

Ainda assim, os médicos costumam prescrever antibióticos também para infecções virais, e isto apenas porque os vírus enfraquecem o sistema imunológico, possibilitando o ataque de bactérias. O antibiótico é prescrito para evitar esse ataque.

Para vírus e bactérias é possível desenvolver vacinas. Isso, China e Cuba prometem vacinas já nas próximas horas. São injectáveis. Mas os chineses vão mais longe: garantem que descobriram duas hipóteses e uma delas é via nebulização. No entanto, teremos de atender que estes anúncios surgem de países onde a limitação à criatividade é uma realidade indiscutível e o nível global de desenvolvimento tecnológico é simplesmente miserável e ou se compra ou se copia.

Meio Mundo negligente

Considera-se uma pandemia quando uma epidemia ultrapassa fronteiras de um país ou de uma região territorial específica. Hoje, isso acontece por negligência humana, principalmente por culpa dos poderes instituídos que mantêm o paradigma da globalização no formato da gestão de crises.

Com a pandemia do Coronavírus foi isso que sucedeu: Não se lhe deu importância ao primeiro sinal de perigo; a comunidade internacional não considerou servir-se da elegância da diplomacia e tentar acordar isolar a China ou mesmo um território ligeiramente mais amplo de modo a que o vírus não ultrapassasse fronteiras.

Mais uma vez, nunca saberemos se o falhanço foi dos agentes políticos ou dos serviços de inteligência ou de informação (vulgo Secretas) dos países mais poderosos.

A Ocidente a descoordenação é ainda hoje evidente. Nem os países Membros da União Europeia se parecem entender quanto às medidas de prevenção e combate à doença a tomar. Opta-se por debater o assessório em prejuízo do essencial que poderia passar por um investimento na coordenação de meios de rastreio das populações em movimento e isto depois de as restringir ao básico, em vez das promessas avulsas em injectar milhares de milhões nas economias. Recordar que os chineses acabaram por o conseguir fazer dentro de portas, cidade em cidade, bairro em bairro, condomínio em condomínio e mesmo nas maiores comunidades rurais do interior centro, tudo pela sua enorme capacidade de mobilização já ancestral.

Nesta ‘guerra’ ao coronavírus, lamenta-se:

  1. Ouvir um político europeu, com responsabilidades, afirmar sem qualquer base científica que os anti-inflamatórios como o Ibuprofeno, podem acelerar os efeitos do vírus nos humanos.

  2. Que os cidadãos continuem a ter de mexer em dinheiro e a transacioná-lo de mão-em-mão. Que por exemplo em Espanha estejam proibidos de tomar café expresso fora de casa que sai acima dos 28º graus, enquanto podem comprar pão retirando-o dos escaparates sem qualquer protecção e até mexer directamente nos outros pães expostos.

  3. Que não se compreenda que não basta decretar Estados de Emergência ou Alarmes Nacionais para conter ou erradicar o coronavírus… Quer queiramos ou não, só a ciência é que o garantirá.

  4. Que a Ocidente, os Estados não se mostram dispostos a empreender Programas Nacionais de Despistagem organizados globalmente pela inaptidão da maioria dos seus políticos (quase todos saídos das universidades e sem nunca terem trabalhado ou conhecido a essência universal), a incapacidade de mobilização das comunidades e enormidade dos seus custos, sobretudo em recursos humanos e deslocalização de milhares de técnicos.

  5. Que o momento esteja a ser ideal para acreditarmos em profecias antigas e nos agarrarmos às Bíblias, enquanto os ‘donos do Mundo’ compram acções a preço baixo para mais tarde – lá para Julho ou Agosto quando o tempo estiver mais quente no hemisfério Norte – especularem nas bolsas internacionais.

Os números às 00:00 horas de dia 17 de Março

No Mundo, o coronavírus já matou 7.162 pessoas e existem já 182.468 infectados. Já foram recuperados 78.289 casos. São dados actualizados às zero horas de hoje (dia 17 de Março) e fornecidos pela Universidade John Hopkins em parceria com a OMS e difundidos globalmente através da BBC.

A dimensão da pandemia deve-nos colocar num estágio de prudência e prevenção. Nunca fixar-nos em fórmulas matemáticas como aquela que foi apresentada por Angela Merkel, na passada segunda-feira (dia 16), antevendo que mais de metade da população da Alemanha seria contagiada pelo Covid-19, ou seja, mais de 40 milhões num universo populacional de 81,4 milhões de alemães. Aquele país é o sétimo com mais contagiados: 7.272, registando-se 17 mortes.

A lista mundial dos países mais afectados continua a ser liderada pela China, com 81.053 casos de infectados e 3.230 mortos; a Itália (27.980 casos e 2.158 falecidos); Irão (14.991 contagiados e 853 mortos). Seguem-se a Espanha com 9.942 casos e 342 mortos (entre uma população de 47,1 milhões de habitantes) e a Coreia do Sul onde existem 8.320 infectados e 82 mortos, num universo de 52 milhões de residentes.

Portugal aparece na 25ª posição com 331 contagiados e um morto.

Os países do hemisfério Sul são os que registam menos casos de coronavírus pela maior razão de estarem a atravessar a estação mais quente do ano, o Verão e de se saber que a maioria das infecções virais encerram maiores dificuldades de disseminação debaixo de temperaturas mais altas, sempre superiores aos 28 graus centígrados.

A pandemia acontece num momento em que o planeta tem uma população de 7,7 biliões de seres humanos.

Influenza” foi o vírus mais mortal

O vírus “Influenza” – também conhecido por gripe espanhola – causou a epidemia mais mortal da história que se conhece em pormenor: Fez 100 anos que aconteceu e fez mais de 50 milhões de vítimas, em dois anos entre Março de 1918 e Dezembro de 1920. Tudo começou no dia 4 de Março de 1918: Um soldado da base militar de Fort Riley, nos Estados Unidos, ficou de cama, com sintomas de uma forte gripe. Espanha foi o primeiro país europeu a informar sobre a doença e assim a epidemia passou a pandemia e ganhou a designação que ficou para a história.

Contudo, as estirpes da gripe matam anualmente mais de 650.000 pessoas todos os anos.

O que mais mata no Mundo

O cancro é a segunda principal causa de morte: Só em 2018 foi responsável por 9,6 milhões de mortes. A nível global, uma em cada seis mortes são relacionadas com a doença.

Em 2018, uma em cada seis mulheres e um em cada cinco homens tinham cancro. Nos últimos 6 anos a doença aumentou 28%.

Depois temos o flagelo das mortes por falta de ética da humanidade.

Segundo dados estatísticos da Organização das Nações Unidas:

  1. 24.000 pessoas morrem de fome por dia ou seja, cerca de 9 milhões por ano!

  2. Um quinto das crianças não ingerem uma quantidade de calorias e proteínas suficientes para uma vida saudável, e aproximadamente 1/3 da humanidade (2 biliões de pessoas) sofrem de anemia.

Para satisfazer as necessidades básicas nutricionais e sanitárias à escala mundial serão precisos investir 13 biliões de dólares, verba menor do que a população dos Estados Unidos e da Europa gastaram com perfumes e cosméticos em 2017.

Mapa da propagação global do coronavírus em 17 de março de 2020

por José Maria Pignatelli


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