O Paradoxo da Pandemia (I)

O Paradoxo da Pandemia (I)

Distracções”

O final de cada século trás sempre consigo um conjunto de medos e ansiedades, dúvidas e receios, que as profecias tenham acertado quanto ao final dos tempos.

O receio de falhas generalizadas, em áreas sensíveis, com destaque para a energia e os sistemas de comunicações e defesa, com especial enfoque nas centrais nucleares, dependentes de energia e programas informáticos, eram considerados sensíveis a tal ponto que se dizia até que os satélites e toda uma panóplia de instrumentos tinham incorporado um algoritmo, para “enganar” o relógio, assim a modos como que para as máquinas não darem pela passagem do século, tendo ficado conhecido como o “Bug do Milénio”.

Desde a bíblia, com o Armagedão, Nostrodamus, ao calendário Maia, e um sem número de personalidades, sustentavam interpretações para todos os gostos fatalistas.

Quando na festa de fim de ano de 2000, se celebrou o final do século XX e inicio do século XXI, todas as atenções estavam viradas para o acontecimento, na expetativa de saber se as profecias eram certeiras, ou se pelo contrário, não passavam disso mesmo … profecias.

Mas para gáudio de todos nem no final do ano 2000, nem no final do ano 2001.

Essa circunstância obnubilou o discernimento geral, e passou despercebido o erro generalizado, em todo o planeta, pois o século XX, só terminaria no final do ano 2000, e o século XXI só se iniciaria a 1 de Janeiro de 2001. Quase ningém reparou nisso. A humanidade andava muito distraída.

Hoje, em pleno ano de 2020, o último ano da primeira década do século XXI, uma pandemia global, paralisou vários países, e mexeu definitivamente com a vida de milhões de seres humanos. O último da década ficará conhecido como “anno horribilis, para a humanidade”. Paradoxalmente, quando se iniciar a nova década do século, a segunda, em 2021, o Planeta agradecerá, uma vês que as agressões a que estava sendo sujeito, por parte da actividade humana, terão descido drasticamente, melhorando substancialmente as condições ambientais, que há tanto tempo o planeta reclamava. A humanidade andava muito distraída.

Se a actual pandemia tivesse ocorrido à 10 anos, as “profecias” teriam sido validadas como certeiras, tal o flagêlo que se vive com ela, e por causa dela, que o significado teria sido muito diferente do actual, e para pior.

Esta pandemia confronta a espécie humana, com várias mudanças de paradigma, desde logo, a forte consciencialização do quão frágil é a nossa civilização. As guerras do futuro não serão com armas nucleares ou atómicas, mas sim com armas biológicas, bacterianas e químicas, de fabrico humano, em laboratório, ou devido a praticas alimentares bizarras e contra-naturais que certos povos teimam em manter, sem que os restantes povos reajam a isso. A humanidade anda muito distraída.

Oliveira Dias

Politólogo


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