(Des)Informação lança dúvidas e indignação Cabeleireiros em centros comerciais: uns podem trabalhar outros… não

A confusão se não está instalada, parece que não é para todos.

Estava eu a esfregar as mãos de contente por finalmente ir dar uma valente “carecada”, depois de ter feito a devida e atempada marcação para um cabeleireiro num pequeno e modesto centro comercial, quando ao chegar ao estabelecimento a proprietária me deu conhecimento de que por causa de uma “denúncia anónima”, tinha de fechar a loja, uma vez que dois agentes da polícia, que se tinham deslocado a este centro comercial, em virtude da queixa anónima, a tinham acabado de informar que não podia estar a laborar, tendo para isso, exibido cópia do decreto lei que diz que apenas os cabeleireiros com lojas voltadas para a rua podiam exercer actividade.
Se é certo que a responsável do cabeleireiro também tinha na sua posse a referida lei, ao que parece a mesma não estará devidamente explícita, ou pelo menos nem todos a entendem assim sobre que tipo de lojas de cabeleireiros, a funcionar em centros comerciais, podem já estar a praticar a actividade.
Então é assim, se esta responsável que tem uma loja num centro comercial, por não ter o estabelecimento ou a porta virada para a rua, não pode laborar, então faço aqui uma queixa e denuncio também que existem cabeleireiros a funcionar, um pouco por todo o concelho de Odivelas, em vários centros comerciais, no seu interior, sem estarem virados para o
exterior! Pelo menos um deles, tive oportunidade de ver a laborar numa grande superfície, quinta-feira, 7 de Maio, ali na “Strada” que vai, entre outros, para as Colinas do Cruzeiro.

Que eu tenha conhecimento, este estabelecimento que estava em pleno funcionamento não tem a porta virada para a rua, pelo que devia, penso eu, estar de portas fechadas… a não ser que se chame ao corredor daquela superfície comercial de “rua”. Ou será que o tamanho da loja afinal… importa?
Uma coisa é certa, quando os cabeleireiros dos centros comerciais, sejam eles de que tamanho e relevância forem, puderem estar em condições de exercer a actividade, nessa altura lá estarei eu, naquele que por via de uma queixa anónima, foi obrigado a suspender o funcionamento por não ter a porta virada para a rua. Outros não têm e continuam a cortar, pintar, alisar as cabeças de clientes….

 -  Miguel Durão

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