Cabeleireiros – II Acto. Afinal podem estar de portas abertas seja ou não para a rua

Autoridades mal informadas reconhecem erro ao mandar fechar cabeleireiros – Afinal podem estar de portas abertas seja ou não para a rua

Aqui dei conta de um episódio passado sexta feira, 8 de Maio, relativamente a uma denúncia anónima que teve como consequência, o fecho, ainda que temporário, de um cabeleireiro situado no interior de um pequeno centro comercial em Odivelas e em que dois agentes da segurança, tinham informado a proprietária que, ao abrigo do decreto em vigor, apenas os cabeleireiros com porta virada para a rua eram os únicos que podiam estar a funcionar, segundo estes agentes.

Apesar da proprietária ter também em sua posse toda a documentação que dizia que no caso dela, também podia estar a exercer a profissão, respeitando os requisitos determinados por Lei e de ter feito questão de o provar, os agentes contrapuseram que não.
(In)conformada teve que acabar a cliente que estava a atender para proceder ao fecho da loja.

Telefonema repõe a verdade

Pela hora de almoço, que já não lhe estava a cair lá muito bem, recebe um telefonema, anónimo, onde alguém responsável da autoridade dava conta de um pedido formal de desculpas, adiantando que se tratou de um mal entendido, onde após uma reunião de urgência tinham reparado no engano, lamentando o sucedido, pedindo desculpas e dando “luz verde” para que retomasse a actividade, desde que cumprindo com as normas.
Adiantaram também que se preparavam para mandar fechar todos os cabeleireiros, mesmo daqueles que ela tinha dado conta aos agentes e que, um pouco pelas superfícies comerciais do concelho estavam de portas abertas e não tinham recebido ainda esta “visita”.
Reposta a verdade dos factos, todos os cabeleireiros que cumpram as normas, tenham ou não portas viradas para a rua, podem exercer a profissão, com todos os cuidados inerentes ao actual estado de calamidade.
Quanto a mim, está para breve a tal “carecada” que por via de (in)formação ou interpretação errada dos fiscais me foi impedida de realizar. Mas não perde pela demora, é só mais uns dias….

- Miguel Durão

Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-A/2020

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