Hidroxicloroquina é recurso

Afinal a Organização Mundial de Saúde (OMS) anuncia que vai retomar os ensaios clínicos com hidroxicloroquina em doentes com corona vírus. A combinação deste fármaco com o antibiótico Zithromax, a molécula azitromicina, revelou e continua a revelar resultados positivos na luta contra o vírus na maioria dos países, ainda que em muitos casos, sem aparentemente se perceber a razão, impere o silêncio sobre esta medicação.

Há líderes políticos que falam demais, mesmo assistindo-lhes razão. Donald Trump confessou fazer tomas controladas de hidroxicloroquina para prevenir-se do contágio com o vírus corona. Obviamente foram-lhe receitadas pelos seus médicos cujos nomes estarão no topo da lista dos melhores. Meio Mundo chamou-lhe nomes. Qualificou-o como sendo um trapalhão, teimoso e insciente. Mas neste caso não foi. O Presidente dos Estados Unidos fez tão-só o que milhares de cidadãos com mais de sessenta anos, em todo Mundo fizeram aconselho médico.

A combinação deste fármaco com o antibiótico Zithromax, a molécula azitromicina, revelou e continua a revelar resultados positivos na luta contra o vírus. Há casos concretos em vários Estados e as primeiras notícias surgiram da Coreia do Sul e do Brasil. E em Portugal, há clínicos a prescreverem estas tomas como prevenção a pessoas com 60 e mais anos. E em muitos outros países europeus – numa espécie de silêncio como convém –, a saúde pública trata os contagiados com hidroxicloroquina.

E é falso que a comunidade científica se tenha oposto a este método. O artigo publicado na revista médica The Lancet, publicado no passado dia 22 de Maio, que concluiu que o uso do medicamento pode aumentar risco de morte está a ser questionado por especialistas de todo o Mundo. Há cientistas que consideram que “o estudo tem um nível de inconsistência alarmante“.

Agora, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anuncia que vai retomar os ensaios clínicos com hidroxicloroquina em doentes com Covid-19,

Anti-inflamatório, imunossupressor eficaz num conjunto alargado de enfermidades

Vamos ser práticos: Trata-se de um fármaco que se revelou ‘amigo do homem’, são bem absorvidos e tolerados quando administrados por via oral. É um anti-inflamatório, imunossupressor e modular de resposta imunitária que mostram enorme eficácia num conjunto alargado de enfermidades e simultaneamente poupadores de corticosteroides. Inicialmente serviu para combater as doenças reumáticas. Mostrou-se mesmo benéfico e dos fármacos mais úteis e seguros no combate de muitas patologias autoimunes.

A hidroxicloroquina – também conhecida como sulfato de hidroxicloroquina – é portanto um medicamento antiartrítico que é usado na prevenção da malária com enorme sucesso. Também para combater a “Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)”, outra doença inflamatória autoimune, que pode afectar múltiplos órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro, podendo matar em casos graves. Nos Estados Unidos é vendido sob o nome Plaquenil e também se encontra à venda enquanto medicamento genérico. Em Portugal, é o Plaquinol.

A toma da hidroxicloroquina é aconselhada num nível equivalente a 6,5 mg por quilograma de peso/dia e é vendida em comprimidos de 400 mg.

A malária é uma doença geralmente transmitida pela picada de uma fêmea infectada do mosquito Anopheles que introduz parasitas no sistema circulatório do hospedeiro que se depositam no fígado, órgão onde se desenvolvem e reproduzem. Os seres humanos podem ser infectados por cinco espécies de Plasmodium.

A malária atingiu mais de 260 milhões de pessoas em 2016 e só nesse ano ocorreram 731.000 mortes, 90% das quais no continente africano, enquanto no mundo, são cerca de cinco milhões de pessoas que sofrem com o desenvolvimento da Lúpus. A doença atinge, geralmente, mulheres entre 20 e 45 anos.

– José Maria Pignatelli


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