Histórias d’África – Terceiro tiro no porta-aviões (I)

Está difícil de navegar com rumo. Não vale a pena enviar SOS. Ninguém os escutará. Há muito que se afundou a frota “Ocidente”.

Em terra renasce a guerra. Reabre-se o pote das cinzas. Sábado, em Paris, pelas 23:55 horas, soaram as sirenes de alarme 75 anos depois de silêncio profundo. Já são poucos os vivos para recordarem esses tempos: Aos 92 anos, Françoise tremeu; voltaram-lhe a cair as lágrimas, fechou os olhos e perturbou-se seguramente com momentos de horror; estremeceu apesar de estar longe da sua Paris… Incrédulos estão centenas de milhões de europeus com a dimensão anunciada da segunda vaga da pandemia do SARS CoV-2, num momento inesperado à entrada do Outono. Há poucas horas um eminente geneticista foi peremptório: “Assistimos a uma vaga gigantesca de contágios que não se pode simplesmente justificar com as imprudências dos adolescentes e adultos mais novos, em festas privadas ou ajuntamentos nas principais artérias das maiores cidades, nem tão pouco se solucionará em obrigar restaurantes e esplanadas a fechar às 9 da noite, 3 horas mais cedo que o habitual (…) Provavelmente damos conta dos milhões de assintomáticos com o avançar dos testes massivos de PCR, antígenos e sorológicos que se fazem um pouco por todo o Mundo Ocidental”. E adiantou: “A comunidade científica apercebe-se que nesse grupo estarão uma percentagem significativa de crianças que têm uma enorme carga viral, mas que não padecem dos efeitos do vírus porque vivem o efeito de um conjunto de quase 20 vacinas a que foram sujeitos nos poucos anos de vida que ainda têm. E vejam-se dois pormenores: A maioria dos casos mais graves acontecem entre humanos do sexo masculino e nesta segunda vaga os internamentos dispararam entre pessoas mais novas dos 16/18 anos aos 40/45 anos”.


20 Milhões de cidadãos franceses obrigados ao recolher obrigatório entre as 21 e as 6 horas da madrugada. Comunidade científica adverte que esta medida não reduzirá por si só o número de contágios. Mantém-se uma certa liberdade durante o dia. Os excessos acontecem como em todas as maiores cidades do Mundo Ocidental e as pessoas mostram cansaço e maior conflitualidade e completo descrédito na governação

Como é possível as sirenas tocarem num Ocidente contemporâneo (?) da geração dos cibernautas atrevidos, idealistas, com escolaridade inimaginável há apenas duas décadas, mas sem nenhuma educação intelectual… Num planeta onde a palavra de ordem entre mulheres e homens é apagar e esquecer as histórias dos povos como se no passado tudo tivesse acontecido a preto e branco quando nos quedamos no presente a cores cada vez menos brilhantes – projectando a doutrina dos rebanhos ou borbulhas por regiões -, ensaiando um futuro indubitavelmente negro, num compromisso de constituirmos armentários globais sem massa crítica.

No essencial, encerrar sociedades híbridas para quem a verdadeira história do Mundo começa agora, viajando por milhões de quilómetros de fibra óptica, expondo cada milímetro dos nossos movimentos e fazendo-nos acreditar que tudo girará em torno de ordenadores ou aparatos electrónicos móveis suportados pela internet (ironicamente a primeira via de comunicação a morrer em caso de catástrofe) que custa muito pouco a quem a orienta e uma enormidade aos utilizadores em taxas indirectas…

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Sirenes tocam e mandam parisienses para casa 75 anos depois. Mais de 20 milhões de franceses moradores em nove áreas metropolitanas, obrigados a recolher entre as 21 e as 6 horas da manhã, durante pelo menos 28 dias. Nas ruas só vão circular 12.000 agentes policiais. É um novo estilo de guerra que ambiciona fazer nascer sociedades híbridas.

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À falta de Estadistas e de ditadores dignos dessa consideração, propõe-nos vivermos organizados em torno de governações colegiais – cada vez mais entretidas em disputas efémeras -, pervertidas por uma nova burguesia, maçónica, multimilionária, agnóstica, claramente anti judaico-cristãos, autointitulada socialista (qual libertinagem (?) em assumir o direito de empobrecer sociedades inteiras) progressista contra a pobreza e as actuais regras do sistema financeiro global… Os tais donos do Mundo Novo que enriquecem em momentos de crise que são accionistas e presidentes das administrações das chamadas empresas tecnológicas que não acrescentam valor realmente palpável às economias e dão-se à audácia de não querem pagar impostos, trocando-os pela publicidade das doações, tantas vezes inconsistentes e inverosímeis.

Mais de 20.000.000 de franceses que vivem em nove áreas metropolitanas, entre elas a cidade de Paris, não vão poder sair de casa entre as 21 e as 6 horas da manhã, durante 28 dias. O presidente Emmanuel Mácron decretou Estado de Emergência Sanitária e acompanhou-o do recolher obrigatório, tudo para baixar o número de contágios e a pressão sobre as urgências dos hospitais. Nas ruas só vão circular 12.000 agentes policiais.

França poderá perder 30% da actividade económica das próximas duas semanas. Comunidade científica adverte as governações europeias que é determinante aprender a conviver com o coronavírus e se isso não suceder arriscamos a perder vidas por outras doenças que deixamos para trás e pela pobreza

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Pandemia enriquece os mais ricos dos Estados Unidos, alguns com crescimento líquido acima dos seis zeros. O patrão da Amazon encaixou mais 22.000 milhões.

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O relatório intitulado “Billionaire Bonanza 2020”, revela isso mesmo: O crescimento das desigualdades entre Norte-americanos em tempo de pandemia, concretamente entre 1 de Janeiro e 10 de Abril deste ano: Há 34 multimilionários – os designados ““billionaires”, expressividade inglesa para quem tem uma riqueza superior a 1.000 milhões de euros – que viram as suas fortunas aumentar mais de 10%, mesmo quem tenha aumentado o património líquido em 6 zeros, ou seja em milhares de milhões. Só Jeff Bezos enriqueceu 22.000 milhões de dólares. Os mais ricos estado-unidenses juntam mais 261 mil milhões de euros que – imagine-se – é uma cifra superior à riqueza gerada em Portugal num só ano. Isto sucedeu num período em que 26 milhões de Norte-americanos ficaram no desemprego, sendo que metade ainda não conseguiu encontrar trabalho.

E os três melhores exemplos são: Jeffrey Preston “Jeff” ‘Bezos, CEO da distribuidora Amazon, Eric Yuan – patrão da Zoom, porventura a aplicação de videochamadas que mais cresceu em tempo da pandemia, particularmente entre Março e Maio deste ano, com novos 300 milhões de usuários -, Elon Reeve Musk, o filantropo sul-africano-canadense-americano, que fundou e é CEO da CTO, da SpaceX, da Tesla Motors, vice-presidente da OpenAI, fundador e CEO da Neuralink, e co-fundador e presidente da SolarCity.

À entrada do Outono os contágios de coronavírus SARS CoV-2 dispararam no centro e Sul do continente europeu: São centenas de milhares ao dia. Vivem-se 8 meses de desassossegos globais. Os cidadãos mostram cansaço; manifestam-se e aumentam os adeptos dos vários clãs de negacionistas a maioria deles bem organizados e negociantes de ideias e de curas milagrosas (exceptuam-se os “Médicos pela Verdade” que se tornam influentes internacionalmente, influenciam a opinião pública e jogam xadrez num tabuleiro muito político), infringem as regras impostas pelos governos e muitos encontram-se assustados com o afundar das economias globais e com a possibilidade de aumentarem as bolsas de pobreza sem que ninguém lhes possa acudir.

Mas as inquietudes aumentam à medida que nos revelam que a vacina milagrosa não chegará tão depressa, não será disponibilizada massivamente, nem tão pouco será uma vacina 100% eficaz: Russos e chineses já lhe chamam vacinas de emergência. A juntar a tudo isto duas notícias não menos preocupantes: O aparecimento de uma outra estirpe de coronavírus, o Síndroma da Diarreia Aguda Porcina que atinge suínos na China e em pelo menos outros dois países da região que por enquanto não contagia humanos; as declarações insólitas de Xi Jinping feitas no passado dia 12 de Outubro, durante uma visita a uma base militar de elite em Chaozhou, que, de acordo com a agência estatal de notícias Xinhua, pediu às tropas “para porem toda a mente e energia na preparação para a guerra“. O presidente chinês pediu aos militares do Corpo de Fuzileiros Navais do Exército de Libertação Popular que sejam “absolutamente leais, absolutamente puros, e absolutamente fiáveis”.


Xi Jinping visitou base militar de elite em Chaozhou e pediu às tropas “para porem toda a mente e energia na preparação para a guerra” e para serem “absolutamente leais, absolutamente puros, e absolutamente fiáveis

Naturalmente que estas declarações de Xi Jinping são uma tentativa de persuadir a administração Norte-americana em abrandar o extremar de posições entre os dois países com a crise do SARS CoV-2, a implementação das novas redes 5G e a autonomia de Taiwan. De imediato, não é credível um conflito militar à escala mundial, tanto mais que a economia social global sofre o maior abanão da pós-Segunda Guerra e a China tem uma dívida pública colossal que terá de reduzir, optando, quanto muito, pela via de uma diplomacia económica mais agressiva. – por José Maria Pignatelli

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