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    António Costa, o pior dos piores

    Publicado

    1 – O pior dos piores, versus, o “sábio dos sábios”

    António Costa no passado dia 22 de março, apertado na Assembleia da República, com duras críticas que a oposição fazia ao pacote legislativo “Mais Habitação”, ripostou no seu jeito de tratar assuntos sérios, com recurso à chicana política, afirmando que o arrendamento coercivo já tinha sido promulgado pelo anterior Presidente da República, Cavaco Silva, o “sábio dos sábios”, conforme afirmou.

    António Costa, para além da deselegância na forma como se referiu a um anterior Chefe de Estado, tentou, mais uma vez, enganar os portugueses, porque a lei promulgada por Cavaco Silva não é exatamente igual à formulação legal agora pretendida pelo Primeiro-Ministro para o arrendamento coercivo.

    Aliás, é fácil de compreender que se a referida lei promulgada por Cavaco Silva correspondesse exatamente ao pretendido pelo Governo socialista, não seria necessária uma nova lei, bastaria aplicar a lei existente.

    A prova do que afirmo é o facto do Governo não prescindir de aprovar uma lei sobre o arrendamento coercivo que está a merecer o repúdio generalizado dos portugueses, quer sejam ou não proprietários.

    António Costa continua a mentir descaradamente, seja na Assembleia da República ou em conferências de imprensa do Governo, mas estou em crer que os portugueses começam a ficar fartos dessa lamentável situação, como o indica, de forma cada vez mais sustentada, as atuais sondagens e mais importante que isso a voz do povo que sofre com a atuação errática e sem estratégia do Primeiro-Ministro.

    Voltando às declarações proferidas pelo Chefe do Governo, na Assembleia da República no passado dia 22 de março, sobre o “sábio dos sábios”, ocorre-me escrever, em contraponto, o que muitos portugueses pensam, António Costa é de facto, o pior dos piores, Primeiros-Ministros de Portugal, no período das II e III Repúblicas.

    Aliás, Cavaco Silva foi Primeiro-Ministro de Portugal durante dez anos, com uma obra notável e uma profunda transformação positiva do atávico país rural de então, tendo-se vivido, naquela época, um dos períodos de maior desenvolvimento económico de que todos os portugueses beneficiaram.

    Não há comparação possível entre os desempenhos de Cavaco Silva e de António Costa, como Chefes de Governo, bastando analisar os resultados económicos que o país alcançou com um e com o outro. A História julgará a obra de ambos.

    2 – O pior dos piores e a comunicação social

    O Governo e o Partido Socialista continuam a ter uma boa comunicação social, fruto de uma política que fomenta a não independência e a imparcialidade dos media, como forma de sobrevivência.

    Para ilustrar o afirmado no parágrafo anterior, começo, desde logo, por referir um caso que remonta a maio de 2020 que é o apoio de 15 milhões de euros, para os órgãos de comunicação social, a título de compra antecipada de um ano de publicidade institucional, tendo, nomeadamente, a Impresa, dona da SIC e do Expresso, recebido 3,491 milhões de euros, ao passo que a Média Capital, dona da TVI e da Rádio Comercial, recebeu 3,342 milhões de euros.

    Nos inícios de 2021, ficou evidente a razão deste apoio do Governo de António Costa, nomeadamente, à Impresa, desde logo, pelos programas emitidos pela SIC, contra o Chega, destacando-se o que se referia às suas supostas caves, para além da estuporada campanha, em curso, contra André Ventura, promovida, em podcast, pelo Expresso.

    Numa época em que, felizmente, não se pode aplicar a censura e dar formalmente ordens diretas às redações dos órgãos de comunicação social, os avultados apoios financeiros oferecidos, são uma forma descarada de condicionar os media, o que não difere do que acontecia na II República, só que isso agora é feito sub-repticiamente.

    Contudo, há sempre quem diga não e houve órgãos de comunicação social independentes que recusaram o apoio do Governo, como aconteceu com o “Observador” e o “Eco”, fazendo lembrar a resistência do “República”, de 1972 a 1974, e do “Jornal Novo”, nos tempos do PREC, todos jornais que leio e lia.

    Estamos a dar relevo à comunicação social porque entendemos que a mesma, à exceção da afeta a correntes doutrinárias ou partidos políticos, deverá ser independente e imparcial, não devendo depender de favores de governos, sejam eles de que natureza forem.

    Ora essa premissa de independência e imparcialidade da comunicação social, um dos pilares das democracias modernas, foi quebrada em Portugal, com a atribuição à generalidade dos media de avultados e interesseiros apoios financeiros, a troco de publicidade institucional, a favor do próprio Governo do Partido Socialista e contra a oposição mais significativa, de que o Chega é um exemplo, o que, por si só, já é merecedor de uma grande nota negativa para António Costa na sua avaliação como Primeiro-Ministro.

    Aliás, refira-se que um outro Primeiro-Ministro, de má memória, o socialista, José Sócrates, planeou, segundo o Ministério Público, dominar os jornalistas e a comunicação social através do Grupo Lena, nomeadamente, com a tentativa de compra da Média Capital e de calar Manuela Moura Guedes que então pontificava como pivô do “Jornal Nacional” da TVI.

    António Costa seguiu um caminho diferente e tratou de financiar a comunicação social, mas o que é certo é que o Grupo Impresa, o que mais apoios recebeu do Governo, parece atualmente um órgão oficioso do Partido Socialista e da oposição unida contra o Chega.

    Esperemos que em Portugal, de futuro, os principais órgãos de comunicação social recusem os “manhosos” apoios financeiros do poder político, como alguns fizeram e, mesmo assim, continuam a sobreviver, mas com critérios de competência jornalística.

    Fernando Pedroso
    Deputado Municipal do CHEGA na AMO

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