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    Histórias com Motor – 33! Diga lá outra vez, mas junte-se Sua Majestade Stradale

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    33 Stradale! Diga lá outra vez… O Mundo dos apaixonados pelos automóveis bem pode repetir este número muitas vezes e associar-lhe todos os substantivos que signifiquem beleza; Essência do ser ou daquilo que pode incitar uma sensação de deslumbramento; que desperta admiração ou prazer por meio dos sentidos. É um superdesportivo de sonho que homenageia inequivocamente o seu antepassado. É isso mesmo que a Alfa Romeo conseguiu construir com o novo “33 Stradale” que prometeu e cumpriu numa apresentação há muito marcada para 30 de agosto. Realmente o modelo encerra uma viagem de 56 anos ao celebrado 33 Stradale desenhado por Franco Scaglione, um modelo de que apenas se construíram 18 exemplares. E a limitação da produção mantém-se numa perspectiva radical: 33 unidades!

    No exterior, deparamo-nos com outra das curiosidades do conceito que aproxima o novo ao emblemático modelo de 1967:  não se vislumbram elementos aerodinâmicos activos, mas um estudo minucioso de cada elemento para chegar a anunciado Cx de 0,375, como as tomadas de ar sob os faróis e suportes dos espelhos retrovisores com função spoiler para dirigir o ar para as tomadas laterais

    A apresentação aconteceu em Arese – no museu que glorifica as realizações da marca – que todos perceberam o endividamento em respeitar a história e um olhar sobre o futuro com imensa esperança, num momento em que a indústria se globaliza desenfreadamente no extremo Oriente centrada na fabricação chinesa, para onde a maioria das marcas europeias tambem constroem os seus 100% eléctricos.

    Observamos uma obra prima da arquitectura automobilística desportiva capaz de fazer a ponte entre o passado e o presente. É aquilo que muito poucos construtores são capazes de conseguir: juntar a tecnologia de ponta e a modernidade ao classicismo que marcou uma geração e nos emociona ainda quando nos debruçamos sobre o antigo 33 Stradale no Museu de Arese. Olhemos em qualquer perspectiva, a nova criação do espanhol Alejandro Mesonero-Romanos é irrepreensível! Deslumbrante no estrito Mundo dos hiper desportivos com uma carroçaria, construída manualmente, pela empresa italiana Carrozzeria Touring Superleggera.

    Do passado, mantém as portas de abertura tipo asa de borboleta. Sob o ponto de vista tecnológico relevo para o projecto estrutural que suporta cargas na cobertura externa foi utilizada fibra de carbono, combinada com uma contextura em H de dura-alumínio, também com um tejadilho composto a partir da combinação dessas mesmas matérias-primas, caixilhos das janelas em fibra de carbono e um óculo traseiro em policarbonato.

    Só térmico de 620 CV!

    Mas oferecem eléctrico 100% para os adictos à moda

    Tudo apontava para que o novo Stradale só seria térmico, mas não, se o cliente exigir também pode transformar-se num 100% eléctrico.

    Todos consideravam que a opção de combustão fosse o famoso bloco Nettuno de Maserati – o 3.000 centímetros cúbicos de 6 cilindros em V  bi-turbo, com 620 cavalos de potência (menos 10 que no Maserati MC20) -, mas não: A Alfa Romeo avalisa que se trata da evolução do V6 que encontramos nos modelos Giullia e Stelvio Quadrifoglio e no Giulia GTA e GTAm, ou seja um  2.9 litros  bi-turbo ‘puxado’ a 620 CV. Recorde-se que nas versões do Giulia e Stelvio Quadrifoglio tem uma potência de 510 cavalos e no Giulia  GTA ou GTAm debita 560 CV.

    Segundo o construtor o novo 33 Stradale – que obviamente tem o impulsor colocado centralmente – acelera dos 0 aos 100 km/h em menos de 3 segundos, e poderá atingir uma velocidade máxima de 333 km/h.

    Mas de que motor estamos a falar? De bloco de 2,9 litros, V6 Twin-Turbo projectado para Alfa Romeo e construído pela Ferrari – tal como o V6 de 3.000 C.C. que equipa modelos Maserati – com uma tecnologia sustentada nos propulsores V8 Twin-Turbo pertencentes à família F154 que foi concebida pela Ferrari para animar todos os motores V8 sobrealimentados que equipam tanto nos Ferrari como nos Maserati. É uma mecânica construída em alumínio cujo desenho se fundamenta num bloco com ângulo entre bancadas de 90º, em vez dos 60º do motor V6 de 3.000 cc conhecido como projecto Nettuno. Seja como for, estamos perante um motor contemporâneo e extraordinário.

    De qualquer modo, há mais uma diferença relativamente ao MC20 da Maserati: O Alfa Romeo integra uma transmissão automática de oito velocidades da ZF, em vez da DCT, também de oito velocidades, da Tremec. E o 33 Stradale ainda vai um pouco mais longe: integra um sistema de travagem brake-by-wire com discos de carbo-cerâmica da marca Brembo, e suspensão de duplo braço com amortecedores activos e sistema de elevação do eixo dianteiro.

    Na consola central e no painel do tecto encontram-se comandos físicos, como o selector dos programas de condução. Já as diferentes informações fundamentais deste híper desportivo visualizam-se no quadrante da instrumentação de leitura com um estilo ‘vintage’ na frente ao condutor

    Nesta nova proposta deste modelo – embora pareça pouco razoável para os mais puristas – o construtor italiano ajustou-se aos adictos dos 100% eléctrificados: adivinha-se a oferta de uma potência superior aos 750 CV., perfeitamente credível se a solução for a mesma empregue no Maserati GranTurismo Folgore, ou seja com três motores elétricos, que permite um binário máximo de 1.350 Nm, bem como uma autonomia exclusivamente eléctrica, entre os 450 e 500 quilómetros, a um média da ordem dos 140 Km/h. A arquitectura dos múltiplos motores eléctricos permite-nos concluir que esta versão terá as 4 rodas motrizes.

    Sob o ponto de vita da dinâmica, o condutor pode seleccionar dois modos de condução, Estrada e Pista. As designações não deixam dúvidas:

    No primeiro caso tudo acontece em modo mais suave propositado para o condutor disfrutar de maior prazer de condução, economia e menos ruído do motor (válvulas de escape activas só abrem acima das 5.000 rpm); 

    A eleição Pista (‘Track’) atira-nos para uma proposta de condução cheia de adrenalina apropriada a um hiper desportivo, com potência maximizada, suspensões inflexíveis, pedais e caixa de velocidades muito sensíveis, válvulas de escape activas estão sempre abertas e ainda a possibilidade de desactivarmos o controlo de estabilidade no estrito propósito de fazer crescer as emoções e que possamos mostrar as nossas competências de condução.

    Nada de extremos: Só “beleza necessária”!

    Beleza necessária” é a definição dada pelos designers da marca italiana para definir as opções do interior deste novo modelo. Há que chamar á atenção, mas o quente baste; há que aproximar o novo ao modelo de 1967. Poderá escolher-se entre dois ambientes: Tributo que respeita a imagem do antigo modelo; e Alfa Corse, com um visual mais desportivo e mais radical para afirmar diferença. O volante é o único denominador comum: é um clássico que não terá quaisquer botões – para nunca desviar a atenção da condução -, apenas as patilhas de troca da caixa de velocidades em alumínio. Contudo, o fabricante promoverá a personalização do veículo para que sejam todos diferentes e propõe um detalhe aos compradores: a definição do VIN a gravar no túnel central, ou seja, 17 letras ou números que são uma espécie de Cartão de Cidadão do seu veículo que possibilita identificar o país onde foi produzido, o tipo de carroçaria e motor, o ano e modelo de fabrico, e mais algumas características.

    Na consola central e no painel do tecto encontram-se comandos físicos, como o selector dos programas de condução. Já as diferentes informações fundamentais num híper desportivo da actualidade visualizam-se no quadrante da instrumentação de leitura com um estilo ‘vintage’ situado frente ao condutor.

    No exterior, deparamo-nos com outra das curiosidades do conceito que aproxima o novo ao emblemático modelo de 1967:  não se vislumbram elementos aerodinâmicos activos, mas um estudo minucioso de cada elemento para chegar a anunciado Cx de 0,375, como as tomadas de ar sob os faróis e suportes dos espelhos retrovisores com função spoiler para dirigir o ar para as tomadas laterais.

    – por José Maria Pignatelli (Texto não está escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico)

    No dia 9 de agosto publicámos uma antevisão e a história de um modelo que encerrou duas gerações diametralmente opostas.

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