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    Os valores e princípios da portugalidade estão a caminho da falência

    A contratação massiva de médicos na América Latina, sem avaliação das suas competências profissionais, bem como o início do debate, promovido a mando da elite socialista, sobre a incorporação nas Forças Armadas de estrangeiros, imigrantes, é um claro indício de que o Estado português, pela mão de António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa, caminha para a falência de valores e princípios que deveriam nortear uma das nações mais antigas da Europa.

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    Após a “silly season” os portugueses comuns, cuja vida assenta no trabalho que fazem ou fizeram, estão de novo confrontados com a dura realidade existente no nosso país, em que o Primeiro-Ministro e o Presidente da República, ao invés de resolverem os graves problemas que nos afetam, andam entretidos com as habituais e lamentáveis guerrinhas de alecrim e manjerona, que só servem para alimentar os respetivos egos, sem acautelarem os prejuízos que daí advêm para Portugal, que estoicamente, graças ao seu povo, vai aguentando todos os desmandos das elites dos velhos partidos políticos do sistema.

    Nos governos de António Costa, nomeadamente, as áreas da saúde, da educação, da defesa e da segurança, têm vindo a degradar-se de forma muito significativa, com acentuada falta de investimentos em infraestruturas e equipamentos, ao que acresce uma anacrónica gestão de recursos humanos, nas carreiras profissionais, nas políticas retributivas, na gestão e retenção de talentos, o que tem como consequência que a outrora almejada carreira no funcionalismo público, tenha cada vez menos candidatos quando se abrem concursos para as mais diversas áreas e categorias profissionais, o que, obviamente, não se aplica aos lugares dourados de carreirismo político, dependentes de nomeação e de cartão partidário.

    Atualmente não é só a falta de atratividade para motivar profissionais, desde os mais novos aos mais velhos, a ingressarem em carreiras públicas, é também a incapacidade que o Estado português tem vindo a demonstrar em reter ao seu serviço, nomeadamente, técnicos superiores, médicos, enfermeiros, polícias e militares, especialmente os mais qualificados.

    Já há demasiado tempo que um número elevado de médicos e enfermeiros diferenciados estão a trocar o setor público pelo setor privado, onde encontram melhores condições retributivas e de formação, ou então são obrigados a emigrar para manterem o nível de vida que desejam.

    Recentemente também foram tornadas públicas notícias que davam conta de militares qualificados, oficias e sargentos, especialmente da Força Aérea, que estavam a sair das fileiras para ingressarem em empresas privadas no estrangeiro que facilmente lhes duplicam ou triplicam os atuais salários.

    Também há notícia de organismos públicos com dificuldade em recrutar assistentes operacionais face aos baixos salários praticados, considerando as exigências requeridas para as respetivas funções.

    O Governo de António Costa com a complacência, por omissão, de Marcelo Rebelo de Sousa, face à incapacidade de inverter a atual e continuada degradação dos serviços públicos prestados pelo Estado português, anuncia o recrutamento massivo, de 200 a 300 médicos da América Latina, com reconhecimento automático e administrativo das respetivas especialidades, ou seja, com dispensa de comparência perante júris, portugueses, credenciados para validar as respetivas competências, o que até já foi contestado pela Ordem dos Médicos. 

    A Ordem dos Médicos ao opor-se ao reconhecimento automático e administrativo das especialidades dos médicos a contratar na América Latina, está, sem dúvida, a prestar um serviço público aos portugueses que venham a necessitar de cuidados no setor público. Percebe-se, assim, a sanha que o Governo de António Costa tem para com as ordens profissionais, nomeadamente, a dos médicos.

    Recentemente e de forma não inocente foi lançado o debate das Forças Armadas Portuguesas serem reforçadas por estrangeiros, imigrantes, o que já roça uma total leviandade e desrespeito por uma das mais importantes instituições de defesa da soberania do Estado português, garante da sua independência e da integridade do seu território pátrio.  

    Veremos proximamente até onde a classe política dominante da III República, onde imperam os socialistas, está disposta a subverter os princípios da portugalidade de quase novecentos anos, não sendo de estranhar que um destes dias, em sede de revisão constitucional, surja uma proposta de alteração do n.º 2, do artigo 275.º, da Constituição da República Portuguesa, que tem atualmente a redação seguinte: “As Forças Armadas compõem-se exclusivamente de cidadãos portugueses …”.   

    Claro está que o Governo socialista pode sempre recorrer a expedientes legais e na arrogância da sua maioria absoluta, alterar, outra vez, a lei da nacionalidade, de forma a facilitar, ainda mais, a obtenção da cidadania portuguesa por parte de imigrantes, muitos deles sem falarem português e sem conhecimento da História de Portugal e com práticas e crenças muito distantes da matriz cultural judaico-cristã.

    O Governo socialista de António Costa, ao invés de estar a testar as reações da opinião pública à incorporação de estrangeiros, imigrantes, nas Forças Armadas Portuguesas, deveria, isso sim, preparar as condições para o regresso do serviço militar obrigatório, com salário justo e adequado, o que se justifica perfeitamente em tempos de guerra e de grande incerteza em território europeu.  

    A contratação massiva de médicos na América Latina, sem avaliação das suas competências profissionais, bem como o início do debate, promovido a mando da elite socialista, sobre a incorporação nas Forças Armadas de estrangeiros, imigrantes, é um claro indício de que o Estado português, pela mão de António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa, caminha para a falência de valores e princípios que deveriam nortear uma das nações mais antigas da Europa.

    Até quando o povo português tolerará este estado de coisas.

    Fernando Pedroso
    Deputado Municipal do CHEGA na AMO

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