Assim se constroem os rebanhos debaixo de uma moral burguesa
Não haverá Paz na Terra Santa enquanto perdurar o Antissemitismo ou anti sionismo a Ocidente, principalmente entre os europeus. Não é credível que sejam antissemitas e ou antissionistas – o anti sionismo é uma manifestação antissemita – que negoceiem as (nossas, dos judaico-cristãos) – ambições e direitos históricos quando eles mesmo colocaram os judeus retirados dos campos de concentração nazis em campos de refugiados, sem lhes reconhecerem as nacionalidades então arrestadas. Depois do armistício, Gaza foi ocupada e administrada pelo Egito até a Guerra dos Seis Dias, entre 5 e 10 de junho de 1967, um conflito entre Israel e uma coligação árabe formada pela Jordânia, Iraque e pela antiga República Árabe Unida, que reunia o Egipto e a Síria. O Estado Judeu anexou a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã. Os egípcios nunca mais pretenderam administrar Gaza, embora três anos antes, na Conferência do Cairo de 1964, entre os países árabes, se tivesse manifestado a intenção de destruir Israel. Também na altura, o Estado judaico intimidava os países árabes que acolhiam os guerrilheiros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e o Fatah, ambos liderados por Yasser Arafat, os dois grupos militares e paramilitares que actuavam ‘sem rosto’ com natureza terrorista que lutavam pela independência palestina.

Importa ler a história contemporânea e não fazer de conta e assobiar para o lado, amparando colectivos liderados por seres humanos objectivamente malvados, obcecados por conteúdos religiosos que não se escrevem em nenhum libero e cujos líderes vivem no extremo dos luxos a 1.806 quilómetros em linha recta do território que governam, como sucede com as sucessivas lideranças do Hamas que são residentes protegidos em Doha, capital do Qatar.
Pedir Paz exige humildade, coragem, coerência e honradez intelectual de um Ocidente que encerra o Natal e a Páscoa num paradigma de consumo e desperdício.
Ficamos felizes por haver gente com fé que acredita no Presépio, mas importa reflectir sobre evidências e puxar até nós o conhecimento.
É inadmissível que o Ocidente aceite que um dos seus ‘falsos’ aliados árabes, como o Qatar acolha a sede do governo da Faixa de Gaza, constituído por membros do Hamas.
A moral burguesa dos europeus encerra a incapacidade de questionar a vida faustosa dos líderes terroristas respaldados por um país de multimilionários – o Qatar – quando os cidadãos de Gaza sempre viveram na maior das misérias, onde as mulheres são ‘máquinas de gerar filhos’, o ensino é doutrinamento e a saúde é limitada. É intelectualmente reprovável que a União Europeia e a ONU atribuam milhares de milhões de euros e dólares a um governo que mantém o seu Estado na penúria, sem qualquer fiscalização… E que os poucos hospitais e escolas sejam, em simultâneo, os quarteis (subterrâneos) de um exército sem rosto, sem Lei, cruel, composto por delinquentes e mafiosos, peões de brega de narcotraficantes, principalmente dos opiáceos vindos do Oriente e traficantes de armas. Também é censurável que haja Órgãos de Comunicação Social ocidentais que publiquem fotografias de crianças, supostamente gazis em avançado estado de subnutrição que foram captadas no Iémen.
¡Se acabou! O governo do Hamas e o Emir do Qatar, Tamim bin Hamad bin Khalifa Al-Thani, sabiam que uma operação do género contra cidadãos desprotegidos redundaria numa resposta sem precedentes e definitiva do Estado Hebraico. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel é o presidente dos conservadores Likud, é partidário da erradicação do terrorismo nos territórios do entorno do país e, consequentemente, de diminuir a influência dos países mais fortemente apoiantes quer do Hamas, de influência sunita, quer do Hezbollah organização paramilitar fundamentalista islâmica libanesa de preponderância xiita pró-iraniana.
Recordemos que no ataque surpresa de 7 de outubro de 2023, foram mortos 1 139 israelitas, 71 civis estrangeiros, e 251 outros cidadãos de Israel foram capturados e tornados reféns. Também resuiltaram feridos outras 3.400 pessoas.
Os inimigos de Israel são conhecidos: Irão, por mais surpreendente que possa parecer é apoiante dos dois bandos; Qatar, Síria, Iraque, independentemente das posições que ocupam no tabuleiro do ‘xadrez internacional’.
A Operação Dilúvio de Al-aqsa – designação dada pelo Hamas, mas também conhecida pelo Massacre de Simchat Torá – não aconteceu ao acaso, embora se acredite ter surpreendido, em certa medida, a Shin Bet, os serviços de inteligência israelitas conhecidos como dos mais fiáveis do planeta: Vivia-se uma oportunidade maior para a convivência entre ambos os lados, com mais famílias palestinas a poderem recorrer a uma vida mais promissora no Estado Hebreu. Judeus, Árabes e Cristãos procuravam reverter o clima de desconfiança e o próprio Estado de Israel encerrava a ideia de uma contribuição multiplicada no domínio social e económico do país.
O assalto de 7 de outubro de 2023, em território de Israel, coordenados pelo Hamas, no Sul de Israel, que acabaram num massacre de mais de 1.100 israelitas, foi a gota de água que sublimou o vaso. Aconteceu durante uma sucessão de feriados judaicos. O acto foi, em certa medida uma surpresa: viva-se um período de relativa calma na fronteira entre Israel e Gaza. Por outro lado, normalizava-se a vida comum entre judeus e árabes no Estado hebraico. Os residentes muçulmanos em Israel já ultrapassam os 2 milhões, sendo 1,65 milhões palestinos, o que representa 21% da população do país, ou seja, apenas menos 492.000 habitantes que na Faixa de Gaza, cujos os censos de 2024 reportavam uma população de 2,142 milhões de pessoas. São surpreendentes as conveniências: O Hamas, de natureza sunita, seja também apoiado pelo Irão um Estado xiita.
A incursão de 7 de outubro de 2023, em território israelita foi um equívoco, ou talvez não. Mas foi um revés principalmente para centenas de milhares de famílias muçulmanas. Já o governo de Benjamin Netanyahu teve clara a convicção de que chegou o momento de acabar com a propagação dos paramilitares islâmicos com configuração terrorista. Se por um lado, impõe-se eliminar os dois exércitos sem rosto – do Hamas e Hezbollah – e promover ataques cirúrgicos, pelo menos aos dois maiores apoiantes das duas organizações.
A primeira escolha de Netanyahu recaiu sobre o Irão em 13 de junho último e durou 11 dias. Já o Qatar foi o último alvo: Desta vez, não foi a Mossad (Segurança Externa), mas sim o Shin Bet, também conhecido como Sherut haBitachon Haklali ou ASI (Agência de Segurança Interna), que organizou um ataque cirúrgico, contra o edifício onde se reuniam dirigentes do Hamas.
O ataque a um edifício na cidade de Doha – ainda que segundo a ONU viole o regime jurídico do direito internacional – deve considerar-se um aviso sério, à maioria da sociedade europeia manifestamente antissemita. Os líderes europeus devem vislumbrar a capacidade militar dos judeus e o repto que enfrentam em pretender acabar com conflitos desgastantes de décadas. Esta convicção alarga-se num horizonte maior, a outros territórios do Oriente-Médio como a Síria, Líbano, Cisjordânia, Qatar, Iémen, Irão, Iraque e no Mar Mediterrâneo. A maioria dos judeus estará disposta a fazer valer a sua existência. São apenas entre 17 e 19 milhões que residem quase todos em Israel e nos EE. UU… Subsiste a pergunta: ¿Por que razão subsiste uma perseguição global que se faz nos últimos 90 anos, na era contemporânea? (…) Para não nos alongarmos neste fenómeno histórico que, de acordo com registos, data do ano 722 a.C. com a violência perpetrada pelos assírios, ou a crueldade do Massacre de Granada em 1066 contra os judeus sefarditas…
Muitos dos líderes europeus reforçam o seu antissemitismo vociferando ‘genocídio’ como maior qualificativo para o que Israel faz na Faixa de Gaza como consequência do ataque do grupo terrorista do Hamas no Sul de Israel. Oficialmente o Hamas – Movimento de Resistência Islâmica – é uma organização política e militar palestina de orientação sunita islâmica, que governa a Faixa de Gaza.
Qualquer guerra tem o senão de fazer, acima de tudo, vítimas entre civis, muitos deles afastados das razões dos conflitos bélicos. Os intervenientes e a comunidade internacional chamam-lhe ‘danos colaterais’. Até 11 de junho deste ano, e desde o início do conflito na Faixa de Gaza, perderam a vida 55.104 pessoas de acordo com informação veiculada pelo ‘Ministério da Saúde da Faixa de Gaza’. O mesmo comunicado apontava para 127.394 feridos. Quanto aos subnutridos e enfermos graves, vítimas da falta de alimentos e de medicamentos, não se conhecem registos oficiais, apenas imagens, mas até neste capítulo, encontramos manipulação. É absolutamente inacreditável que se publiquem no Ocidente fotografias de crianças, supostamente gazis em avançado estado de subnutrição que foram captadas no Iémen.
Genocídio é um crime internacional, definido pela Convenção da ONU de 1948, que consiste em atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso.
¿É o que realmente acontece em Gaza? Ou é oque sucede no Iémen, um país mergulhado numa guerra civil ignorada por quase todo o Mundo que oculta os verdadeiros beligerantes, os iranianos e a coligação árabe pró-Ocidente: O movimento Houthi também reconhecido por zaiditas – minoria xiita daquele país e protegidos pelo Irão – lutam contra o governo reconhecido internacionalmente, apoiado por uma coligação liderada pela Arábia Saudita, país sunita que luta contra a influência iraniana através do movimento dos Houthi. Mais recentemente aumenta a preocupação pelos Xiitas iemenitas se encontrarem envolvidos no conflito de Gaza que ocasionou incursões contra navios mercantes no Mar Vermelho.

De acordo com relatórios da ONU as crianças gravemente subnutridas ultrapassam meio milhão e nos últimos 10 anos foram mortas mais de 10.000 crianças e adolescentes. É indecente que haja jornalistas ocidentais que difundam fotografias de crianças, supostamente gazis em avançado estado de subnutrição que foram captadas no Iémen.
A Organização das Nações Unidas revela que no Iêmen existem meio milhão de crianças gravemente desnutridas e ou em subnutrição extrema devido a conflito que ultrapassa os 10 anos. O país a Sul da Arábia Saudita e a Oeste de Omã sofre com colapso da economia e da infraestrutura; preços dos alimentos subiram mais de 300% na última década, levando à fome e à desnutrição; portos e estradas para abastecimento de comida e remédios estão danificados ou bloqueados por bombardeios.

É uma guerra ‘esquecida’ que deixa milhares de crianças feridas e passando fome. Do que se sabe sobre as estatísticas deste conflito esquecido por maio Mundo é que, de acordo com as instituições das Nações Unidas como a UNICEF, mais de 10 mil crianças foram mortas ou mutiladas entre 2015 e 2021.
Mas há outro conflito militar esquecido que começou em abril de 2023: No Sudão que causou mais de 25.500 mortos até final do passado mês de julho de acordo com informação do Acled, a Armed Conflict Location & Event Data. Por outro lado, a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, informa que nos primeiros três meses deste ano de 2025, houve pelo menos 739 mortes de civis.
– Texto por José Maria Pignatelli (Texto não está escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico).







